Resultados
1) Garantia de processos significativos de aprendizagem
- Na Escola Estadual Maximiliano de Carvalho o trabalho realizado gerou de 2007 para 2008 a duplicação do número de alunos matriculados na escola, passando de 200 para quase 400 estudantes, o que impediu seu fechamento.
- Avaliação realizada pela direção da EMEF Olavo Pezzotti, parceira do Bairro-Escola Pinheiros, revela que o desempenho escolar de alunos que integraram ativamente o Bairro-Escola, durante quatro anos, atingiu a marca de 90% de satisfação.
- Pesquisa denominada "Identificação de Valores de Jovens Brasileiros – Uma Nova Proposta", realizada pela PUC de São Paulo em parceria com Search Institute, constatou que, entre as crianças e jovens que participam dos projetos educativos do Aprendiz, 91,2% têm garantidos de 11 a 30 valores sociais em uma escala de 0 a 40. Esses valores foram avaliados a partir dos seguintes conceitos: apoio, empoderamento, limites e expectativas, uso construtivo do tempo, sociabilidade e identidade.
- O Programa Aprendiz Comgás já capacitou aproximadamente 1400 jovens, que elaboraram e desenvolveram cerca de 320 projetos de intervenção social, com o objetivo de solucionar questões de suas comunidades.
2) Integração escola e comunidade
- De 1997 a 2008, envolveram-se com o Bairro-Escola Pinheiros 13 escolas públicas e particulares do território, integrando-se ativamente à cidade e seus potenciais.
- De 2005 a 2008, 43 escolas de outros bairros da cidade desenvolveram projetos de intervenção urbana pela arte atendendo cerca de 7000 pessoas no ano de 2008.
3) Aprimoramento do espaço público
- Mais de 200 muros foram trabalhados a partir de usinas comunitárias de arte envolvendo 5000 pessoas diretamente.
- Um beco transformou-se em espaço cultural, 19 praças públicas e toda a área de interface com a cidade de um dos cemitérios centrais de São Paulo foram recuperadas.
- Instituições de referência do patrimônio histórico e cultural da cidade, como a Pinacoteca do Estado, entre outras, passaram a desenvolver projetos educacionais para crianças pequenas e jovens.
- Teatro da Vila é um espaço de difusão cultural, montado através de parcerias durante a reforma da Escola Estadual Carlos Maximiliano. Hoje, possibilita a articulação entre escola e comunidade por meio de atividades de formação e lazer pela cultura. Realizou no ano de 2008 mais de 160 apresentações com foco para público escolar, somando 3600 jovens de escolas públicas.
4) Formulação de políticas públicas
- O educador comunitário, profissional responsável pela gestão de redes locais, tornou-se cargo público municipal em cidades como São Paulo, Praia Grande, Belo Horizonte, Barueri e Rio de Janeiro e passou a ser recomendado pelo programa Mais Educação do governo federal para todos os municípios do país.
- A experiência do Bairro-Escola obteve seis menções e prêmios dados por organizações:
* Prêmio Microsoft – Projeto Expressões Digitais como melhor caso de sucesso da iniciativa social (2002).
* Prêmio Revista Exame: Boa Cidadania Coorporativa - Projeto aprendiz Comgás (2003)
* Prêmio Top 2004 da ADVB - Projeto Rádio Ativo (2004)
* UNESCO/UNICEF – reconhecimento da Cidade Escola Aprendiz como modelo em educação a ser replicado mundialmente (2004).
* Prêmio EDUCARE - Projeto Escolas Irmãs e Brasilprev (2007).
* Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil – Bairro-Escola de Nova Iguaçu (2007).
* Ministério da Cultura – reconhecimento do Programa OldNet como modelo de inclusão digital de idosos e disseminação da ideia em todos os Pontos de Cultura do país (2007).
* Prêmio São Paulo Cidade – O Centro é uma Sala de Aula (semifinalista)
- A publicação - Bairro-escola: passo a passo e o filme - O Direito de Aprender, produzidos em parceria com o Ministério da Educação e o UNICEF, foram distribuídos a todos os municípios brasileiros (5564) como ferramenta conceitual do Programa mais Educação do MEC para integrar as estratégias do Plano de Desenvolvimento da Educação no país.
- O Centro de Formação do Aprendiz já formou mais de 10.500 educadores comunitários, professores e gestores públicos em Educação Comunitária em 16 municípios brasileiros, impulsionando políticas públicas que têm como foco a integração escola e comunidade e a gestão intersetorial.
Núcleos:
Núcleo Aprendiz na Praça:
O Núcleo Aprendiz da Praça realiza projetos com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes de 4 a 14 anos. Para isso, promove a formação de educadores e agentes sociais, além de atender diretamente crianças e adolescentes.
As formações são voltadas para agentes sociais que atendem crianças e adolescentes, com o objetivo de oferecer instrumentos que possibilitem a criação de redes apoio ao desenvolvimento integral.
O atendimento é realizado a partir da construção de trilhas educativas articulando diferentes sujeitos, espaços e tempos de aprendizagem da comunidade da Vila Madalena, em São Paulo (SP).
Núcleo Escola da Rua:
O Núcleo Escola da Rua é um Ponto de Cultura que tem como foco o fomento, a articulação e a difusão da cultura, em especial a de carater local. Utiliza como estratégias o mapeamento de potenciais locais, a articulação de ativos culturais, pesquisa de técnicas e estratégias de intervenção no espaço urbano e a proposição de produções culturais que possibilitem a experimentação de visões, sensações e formas diversas de relacionamento com o espaço e com o outro.
O objetivo do Ponto de Cultura Escola da Rua é formar agentes comunitários de cultura, fomentar, produzir e difundir produções culturais diversificadas, sejam elas próprias ou outros grupos e localidades.
Entende-se a ampliação do sentido de cultura como fundamental no processo de emancipação dos sujeitos, promovida pela experimentação e quebra de paradigmas no contato com a pluralidade cultural.
Atualmente, o Núcleo atende 120 jovens e atinge cerca de 3 mil pessoas por ano por meio dos eventos e intervenções.
Núcleo de Comunicação Comunitária:
O Núcleo de Comunicação Comunitária desenvolve projetos que utilizam a comunicação como instrumento de criação e fortalecimento de redes e como meio de promoção de reflexões que estimulem intervenções locais com foco no desenvolvimento integral dos sujeitos e territorios envolvidos.
Identificada como eixo estruturante do Bairro Escola, a comunicação aumenta a capacidade das pessoas e instituições de se relacionarem, criando e fortalecendo conexões. Assim, as mais diversas comunidades constituem o público-alvo do Núcleo, no sentido em que seus projetos formam e articulam agentes comunicadores que produzem e divulgam informações de interesse local.
Para alcançar essas metas, a principal estratégia é a constituição de Agências Comunitárias de Notícias nas diferentes localidades. Por meio dessa tecnologia social, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos conseguem se apropriar de técnicas de comunicação e divulgar informações de interesse de sua comunidade.
O Núcleo de Comunicação Comunitária também é responsável pelos veículos jornalísticos da Cidade Escola Aprendiz (Portal Aprendiz, Guia de Empregos, Conexão Aprendiz e Vila Mundo). Por meio desses meios de comunicação o Núcleo busca divulgar informações sobre educação, trabalho, cultura e cidadania. Os sites juntos somam cerca de 15 mil visitantes únicos por dia.
Por fim, o Núcleo de Comunicação Comunitária realiza formações e projetos pontuais. Uma formação em comunicação comunitária para agentes de uma localidade ou para estudantes de jornalismo são exemplos.
Núcleo de Pesquisa-ação Comunitária:
O Núcleo Pesquisa-ação Comunitária pesquisa, incuba e sistematiza experiências de Bairro Escola em diferentes territórios, com foco na formação de gestores, pesquisadores e educadores comunitários.
As diferentes formas de atuação acontecem de maneira articulada, buscando promover o estudo e a análise ao mesmo tempo em que são promovidas ações de mobilização e formação de agentes das comunidades. Por isso, o nome de Pesquisa-ação.
A pesquisa levanta, analisa e realiza diagnósticos a partir de dados, informações e mapeamentos, produzidos com a intenção de serem compartilhados e levados para a prática.
A incubação promove e estimula o desenvolvimento de projetos.
Por fim, a sistematização produz, a partir das experiências, metodologias e tecnologias que podem ser disseminadas.
A formação é parte inerente de todas as etapas. Seja em atividades mais tradicionais, como cursos e palestras, ou no movimento de mobilização e articulação dos agentes locais, a formação é permanente na atuação do Núcleo nas diferentes comunidades onde atua.
Como resultado, observa-se a mobilização e a articulação da população, a constituição de grupos que produzem projetos, que superam conflitos e promovem o conhecimento do local. Tudo isso colabora para o desenvolvimento do território, aproveitando os recursos disponíveis e interligando diferentes atores de diversas áreas.
O Núcleo de Pesquisa-ação Comunitária já realizou a formação de 11 mil gestores, pesquisadores e educadores comunitários. Hoje atua em São Paulo (Pinheiros, Barra Funda, M´Boi Mirim, Clubes Escola, Luz), Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Serra Grande.
[
view less ]